Sobre o autor
Sou o Fernando Abreu e integro o grupo fundador da FabLab de Torres Novas, um espaço de inovação e criação localizado geograficamente numa aldeia da freguesia de Parceiros de Igreja.
O contacto permanente com a FabLab, a proximidade ao meio escolar, as circunstâncias ambientais e culturais do território, bem como o meu percurso profissional e a experiência tanto em literacia financeira como em literacia digital, foram determinantes para o surgimento do Crashopolis.
O jogo nasce da convergência de uma vida dedicada à área financeira com a sensibilidade para a mudança do paradigma educativo. Transformar conceitos financeiros em experiências lúdicas e acessíveis foi a faísca criativa que permitiu unir aprendizagem, criatividade e diversão num único projeto.
Sobre o jogo
O Crashopolis utiliza mecânicas de jogo para permitir aos participantes compreender conceitos como risco, mercados financeiros, produtos financeiros e ciclos económicos. É adaptável a diferentes faixas etárias e contextos educativos. O projeto assenta numa lógica de jogo pedagógico, em que os participantes são colocados perante escolhas, oportunidades, imprevistos e consequências. Ao longo da experiência, trabalham conceitos ligados a gestão de recursos, risco, estratégia, interpretação de contexto, leitura de indicadores e adaptação à mudança. Ou seja, o objetivo não é apenas entreter. O objetivo é criar um ambiente em que os participantes possam pensar, decidir, errar, corrigir e aprender, num formato mais ativo do que o ensino expositivo tradicional. Um dos pontos que consideramos mais fortes no Crashopolis é precisamente a sua capacidade de gerar envolvimento. Quando os participantes entram na dinâmica, começam a perceber que decisões aparentemente simples têm impacto, e isso cria um espaço muito rico para aprendizagem, debate e reflexão. Do ponto de vista pedagógico, vemos o Crashopolis como uma ferramenta com potencial para diferentes contextos: em escolas, em workshops temáticos, em ações de sensibilização para literacia financeira, em atividades complementares de aprendizagem, e também em contextos ligados ao empreendedorismo e à preparação dos jovens para ambientes de maior autonomia e responsabilidade.
No dia 7 de maio, estivemos na Escola Profissional para apresentar o nosso jogo de literacia financeira aos alunos, numa sessão dedicada à aprendizagem prática de conceitos essenciais para a gestão do dinheiro.
Durante a atividade, os participantes tiveram oportunidade de explorar temas como poupança, gestão de orçamento, investimentos, compras inteligentes, segurança digital e empreendedorismo. Através de uma dinâmica de jogo, procurámos tornar a educação financeira mais acessível, interativa e próxima da realidade dos jovens.
A sessão foi recebida de forma positiva pelos alunos, que demonstraram interesse pelos temas abordados e reconheceram a importância de aprender educação financeira na escola. O feedback recolhido destacou a relevância da atividade e o potencial do jogo como ferramenta pedagógica, embora também tenha apontado aspetos a melhorar, nomeadamente a necessidade de explicar as regras com mais exemplos práticos antes do início do jogo.
A professora responsável avaliou também a atividade de forma muito positiva, atribuindo-lhe uma classificação global elevada e sublinhando a importância de aproximar os conteúdos teóricos de situações práticas do dia a dia.
Por respeito à privacidade dos participantes e aos direitos de imagem, optámos por não publicar fotografias da sessão.
Esta iniciativa reforça o nosso compromisso em promover a literacia financeira junto dos jovens, contribuindo para uma maior consciência, autonomia e responsabilidade nas decisões financeiras futuras.